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Associação Cultural Gramado

Tudo sobre as atividades folclóricas alemãs em todo país

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Aniversário dos 40 anos do Grupo Rote Rosen
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Apresentação no Centro de Convivência (Parque Municipal)
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Bogenbrücke Volkstanzgruppe
18/03/2026
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Portal ACG Gramado: A Dança Alemã Ganha um Palco Digital
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2026
Seminário/Workshop
Curso de Danças Folclóricas Alemãs Infantojuvenil 2026
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Curso de Danças Folclóricas Alemãs Terceira Idade 2026
Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
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Seminário/Workshop
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Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
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XVII ENCONTRO INFANTIL DE GRUPOS DE DANÇAS ALEMÃS
Parque Histórico Municipal de Lajeado Lajeado/RS 09:00 CCAL
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Encontro de Grupos Folclóricos
10º Supervolkstanztreffen
Centro de Atividades Lothar Kern Portão/RS 09:00 Associação do Grupo de danças alemãs Glück beim Tanzen Volkstanzgruppe
04
Jul
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
14ª Edição do Volktanztreffen
Sociedade Cultural Esportiva Centenário Agudo/RS 19:00 GDFA Freundschaft
11
Jul
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
Sternefest
Clube Sorast Tunápolis/SC 18:30 AFAT
12
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Festa de Integração
Almoço Festivo da Comunidade Luterana
Igreja Luterana dos Imigrantes Jaraguá do Sul/SC Neue Heimat
Exibindo 1-8 de 19 eventos
Membros
Associados
AFAT
Associação Folclórica Alemã de Tunápolis
Tunápolis/SC
LAAOSC
AGMDFA de Chapada-RS
Grupo Municipal de Danças Folclóricas Alemãs de Chapada
Chapada/RS
RPMAU
Neue Heimat
Centro Cultural Neue Heimat
Jaraguá do Sul/SC
Associação Cultural Alemã de Chapecó
Chapecó/SC
LAAOSC
ROTE ROSEN
Grupo de Tradições Germânicas Rote Rosen
Rio do Sul/SC
SC - SEM REGIONAL
ACDS
Associação Cultural Die Schwalben
Venâncio Aires/RS
VRPARDO
Berg's Tal
Grupo de Danças Alemãs Berg's Tal
Palmitos/SC
LAAOSC
GFCP
Grupo Folclórico Cultivo do Passado
Lagoa dos Três Cantos/RS
RPMAU
EINTRACHT
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
AFG
Centro Cultural 25 de Julho
Santa Cruz do Sul/RS
VRPARDO
GDFA Französischberg
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Französischberg Tanzgruppe
Barão/RS
RVCAÍ
Böhmer
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
RS - SEM REGIONAL
Danzatori Del Zauber
Associação de Danças Folclóricas Italo-Germanicas Danzatori Del Zauber
Guarujá do Sul/SC
LAAOSC
GDF Origens
Grupo de Danças Folclóricas Origens
Paverama/RS
VTAQUARI
Grupo Bergtal
Lustige Volkstanzgruppe Bergtal
Nova Petrópolis/RS
GDFA Sonnenstrahl
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenstrahl
Três Coroas/RS
3ECKEN
1–16 de 47
Estrutura
Regionais
RPMAU
ASSOC. REGIONAL DE G.F.A. DO PLANALTO MÉDIO E ALTO URUGUAI
Ibirubá/RS
3
AFG
ASSOCIACAO DOS GRUPOS FOLCLORICOS GERMANICOS DO MEDIO VALE DO ITAJAI
Blumenau/SC
2
AGAUV
ASSOCIAÇÃO GERMÂNICA DO ALTO URUGUAI E VALE DO RIO DO PEIXE
Peritiba/SC
1
MG
ESTADO DE MINAS GERAIS
0
SC - SEM REGIONAL
ESTADO DE SANTA CATARINA
1
SP
ESTADO DE SÃO PAULO
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ES
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
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PR
ESTADO DO PARANÁ
0
RJ
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
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RS - SEM REGIONAL
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Nova Petrópolis/RS
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LAAOSC
LIGA DAS ASSOCIAÇÕES ALEMÃS DO OESTE DE SANTA CATARINA
Itapiranga/SC
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3ECKEN
REGIONAL DREI-ECKEN-TANZ
Porto Alegre/RS
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RVCAÍ
REGIONAL VALE DO CAÍ
São Sebastião do Caí/RS
3
VRPARDO
REGIONAL VALE DO RIO PARDO
Santa Cruz do Sul/RS
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VTAQUARI
REGIONAL VALE DO TAQUARI
Lajeado/RS
6
Acervo
Trajes
Kreis Pilsen
Associação de Grupos de Danças Folclóricas Alemãs Lustige Harmonietanzgruppe
Harmonia/RS
Pilsen
Böhmerwald Tracht
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Floresta da Boêmia
Traje, na concepção folclórica, significa roupa antiga ou histórica usada em determinada região. O mesmo identificava uma classe social, grupo ou até mesmo a profissão de quem o usava. O traje típico foi criado para que houvesse distinção entre os nobres e as demais classes sociais. Em 1530, por decreto-lei, ninguém podia usar roupas que não representassem a sua classe. Normalmente, um traje sem enfeites e confeccionado com tecidos mais simples era usado para o trabalho. Os trajes para ocasiões festivas eram confeccionados com tecidos de cores mais vivas, bordados e fitas. Para as grandes ocasiões usava-se tecidos nobres (seda para os vestidos) de cores sóbrias e as roupas eram incrementadas ainda mais com joias, correntes e botões de ouro além do uso de casacões, xales, chapéus e toucas. Os trajes da Boêmia, por muito tempo eram totalmente pretos, (só as blusas eram brancas) em sinal de luto pelas inúmeras vítimas que a guerra lhes trouxe. Mais tarde com a ocupação da Tchecoslováquia, deixaram se influenciar pelas suas cores vibrantes, tornando-se um traje mais vistoso.
Traje de Festa de Tennengau
Associação Cultural Alemã de São João do Oeste - ACASJO
São João do Oeste/SC
Salzburg, na Áustria
Região de Tennengau (Salzburg, Áustria) Tennengau é uma pitoresca região no estado de Salzburgo, na Áustria. A área é caracterizada por sua deslumbrante paisagem alpina, encantadoras aldeias e pontos turísticos históricos. Embora oficialmente o distrito seja chamado de Hallein, o nome “Tennengau” é amplamente utilizado para se referir a esta região. Estende-se ao sul da cidade de Salzburgo, cercada pelos Alpes de Berchtesgaden a leste e pelas montanhas Tennengebirge a oeste. Sua localização a torna um ponto de partida ideal para atividades ao ar livre, como caminhadas e esqui. A região é conhecida por sua paisagem deslumbrante, que inclui o lago Gosau e o lago Hintersee, ambos cercados por impressionantes picos montanhosos. O Dachstein, um impressionante maciço de calcário, é um destino popular para alpinistas e oferece vistas espetaculares. Tennengau é um paraíso para os amantes da natureza, oferecendo oportunidades para caminhadas, ciclismo, esqui, snowboard e outras atividades ao ar livre. No inverno, as áreas de esqui de Dachstein West e Abtenau-Lammertal são muito populares. Além da beleza natural, Tennengau também oferece pontos turísticos culturais. A cidade de Hallein abriga o Museu Celta e a Mina de Sal Salzwelten Dürrnberg, onde os visitantes podem explorar a história da extração de sal na região. É dessa atividade econômica que surgiu o nome “Salzburg”, que pode ser traduzido aproximadamente como “Fortaleza do Sal”, uma referência à importância histórica do comércio de sal na região. Nas aldeias de Tennengau é possível vivenciar o modo de vida tradicional austríaco. St. Gilgen e Strobl am Wolfgangsee são duas aldeias pitorescas à beira do lago Wolfgangsee e oferecem um vislumbre da cultura alpina. Trajes de Tennengau Os trajes de Tennengau desempenham um papel importante na cultura tradicional dessa região no estado de Salzburgo, Áustria. Eles são roupas festivas geralmente usadas em ocasiões especiais ou eventos, mas também existem trajes diários em Tennengau. Desde a primeira metade do século XX, tem havido um ressurgimento dos antigos trajes históricos em todo o estado de Salzburgo, assim como em outras regiões da Áustria. Esse esforço resultou na revitalização e uso contínuo dos trajes pela população local, o que teve um impacto muito positivo.
Tyrol Achensee
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Immer Lustig und Durstig
Não-Me-Toque/RS
Tyrol
No ano de 2011, estreou o traje de dança, que é um traje tirolês da região do Tyrol Achensee, uma versão moderna do traje tirolês da região de Zillerthal. O traje foi adquirido com recursos próprios.
Miesbacher Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Miesbach, Oberbayern, Bayern (Baviera)
Metade do século XX
O traje Miesbacher é o traje mais difundido da Baviera. Ele remete à cidade de Miesbach, localizada a 46km de Munique, berço do movimento de trajes do século XIX. Miesbach é uma cidade localizada na região da Alta Baviera (Oberbayern) no estado da Baviera (Bayern), sul da Alemanha (Deutschland). Emoldurada pela exuberante paisagem dos Alpes entre florestas intocadas e pequenos vales, onde a cultura e as tradições ainda são celebradas e preservadas por seus moradores, como antigamente. Por suas características geográficas surgiram no final do século XIX, nesta região da Alemanha, inúmeras sociedades culturais para preservação de diversas manifestações como os costumes, as tradições, os jogos, os cantos, a música e também o traje que caracterizava e identificava cada localidade. Nas sociedades de trajes e costumes da Alemanha é que começaram a registrarem-se informações sobre os trajes e peculiaridades de cada localidade. O traje originalmente remetia as roupas de trabalho dos lenhadores, ferreiros e caçadores e do dia-a-dia de suas senhoras. Desta maneira, praticamente em cada vila haviam tradições diferenciadas, porém, compartilhando aspectos idênticos como a língua, alguns costumes e também, de certa maneira, os trajes. Pode-se dizer que mesmo com trajes muito similares, de uma vila pra outra, haviam pequenas diferenças, pois antigamente muitas partes do traje eram de confecção própria, sem produtos encontrados no varejo. Diante de tamanha distinção de trajes, devido a diferentes festividades, cidades ou regiões, as sociedades de traje permearam por uma uniformidade do Miesbacher Tracht. Algumas dessas sociedades reuniram-se em associações maiores e, a partir da metade do século XX, unificaram alguns aspectos do traje, culminando na adoção de um traje único para a região da Alta Baviera. O traje definido foi o Miesbacher Tracht, traje da cidade de Miesbach com as características que eram compartilhadas por aquelas associações, as quais refletem-se na seguinte composição: TRAJE MASCULINO Calça de couro preta curta com bordados, suspensório de couro preto, camisa branca, meias de lã cinza e polainas com detalhes verdes na borda, colete verde, chapéu especifico com adorno de uma pluma, gravata tricotada azul e sapato de dança preto; TRAJE FEMININO Saia comprida pregada na cor vinho, anágua e ceroula branca, meias compridas brancas com detalhes de renda, avental branco no mesmo comprimento da saia, corpete preto adornado com correntes ou moedas de prata, camisa branca, casaqueto na mesma cor da saia, lenço branco com pequenos detalhes de renda, cravos vermelhos adornando o busto, chapéu Miesbacher com adorno de pluma e sapato de dança preto. Ainda que, pensado para representar uma região, o Miesbacher Tracht ultrapassou todas as fronteiras possíveis. Caracterizando e identificando não apenas a região da Alta Baviera, mas todo o estado da Baviera. Assim como, internacionalmente, chega a representar a maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique (München) e por analogia, representa a Alemanha como país, para todas as demais nações do globo. O Miesbacher Tracht invoca a identidade alemã em qualquer parte do mundo. Sua importância para a Alemanha fez com que em 2008 fosse definido como traje do ano na Alemanha (Tracht des Jahr) sendo extremamente lembrado e enaltecido em eventos ao longo do ano naquele país. Em 2015, comemorou-se o jubileu de 125 anos da primeira sociedade de trajes e de costumes da Baviera, por isso foi lançado um selo comemorativo homenageando o Traje Miesbacher, contendo as partes que compõem os trajes feminino e masculino. Blumenau, pela origem de seus imigrantes, homenageou a Baviera em seu Brasão. No ano de 1948, publicou lei que determinava as características do Brasão e nele estava representado o leão da Casa de Wittelsbach, símbolo da família que governou a Baviera, principalmente as terras de Niederbayern e Oberbayern, desde o Século XIII ate o Século XIX quando teve fim a monarquia. Por todas estas razões, desde 1994, o Trachtenverein Eintracht optou por este traje em suas apresentações de dança. Sendo um dos principais trajes para execução do Schuhplattler, sapateado alemão, dança que o Trachtenverein Eintracht vem apresentando há mais de 30 anos.
Traje de Betzingen
Associação Cultural Alemã de São João do Oeste - ACASJO
São João do Oeste/SC
Baden-Württemberg/Alemanha
Ano 1850
A Alemanha se compõem de 16 Estados. Um deles é Baden Würtemberg (Suábia). O traje apresentado é da cidade de Betzingen e é datado do ano de 1850. Esta região é de uma beleza paisagística sem par e é conhecida como a mais fértil da Alemanha, cuja capital é a conhecida cidade de Stutgart; a famosa Floresta Negra e o Lago de Constança são seus maiores atrativos e a fazem conhecida pelo mundo. Os Suábios eram tidos como o orgulho do povo alemão, pela sua bravura com a qual defendiam as suas terras na época da guerra, e hoje em dia ao combater as mudanças climáticas, industriais, culturais e na preservação dos seus costumes e tradições. Este traje era usado, tanto no dia a dia em todos os seus afazeres como em dias festivos, trocando-se apenas algumas peças ou acrescentando-se mais algumas. O traje feminino no dia a dia compunha-se de: meias pretas, vestido de corpo vermelho e saia azul, avental escuro. Para os dias festivos, tais como: Kerb, Cultos, festas populares, atos públicos, batizados, casamentos, enterros, etc., trocava-se as meias pretas pelas brancas, amarradas com ligas, o avental escuro pelo branco, acrescentando-se o coller com as fitas verdes e vermelhas, o quepe enfeitado com fitas, o colar de oito voltas e a gargantilha de veludo com um medalhão. O traje masculino substituía o tamanco pelo sapato com fivela, o colete preto pelo vermelho, a calça bege ricamente bordada com um suspensório chamativo, acrescentando-se o casacão branco e eventualmente um chapéu de três pontas, A folha prateada que prende o lenço é um símbolo da fertilidade desta região. Normalmente as meninas recebiam o seu primeiro traje típico da região no dia da sua comunhão ou confirmação pela avó materna. O Grupo Folclórico Liebe Zum Tanz escolheu esse traje pela sua beleza e importância histórica. Alguns dos trajes da região de Baden-Württemberg são encontrados bordados com fios de ouro puro e com suspensórios bordados inteiramente a mão em ponto cruz. O traje em específico tem uma importância tal no país, que em 13 de outubro de 1994 surge como motivo de um selo oficial do Departamento Social do Setor de Trajes Alemães.
Grinzinger Festtracht
Blumenberg Volkstanz
Petrópolis/RJ
Pyritzer Weizacker Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Pyrzyce (Pyritz), Pomerânia Ocidental, Polônia. (antigos territórios da Pomerânia - Pommern)
Metade do século XIX (cerca de 1850-1860)
Situado na Pomerânia Ocidental, o traje de Pyrzyce é o resultado de um encontro cultural fascinante entre as populações eslavas e os colonos frísios que chegaram no século XVIII. Esta região, conhecida como "Campo do Trigo" (Weizacker), desenvolveu uma identidade visual única baseada na abundância agrícola, fundindo a estrutura rústica das vestes antigas com o luxo barroco e o rigor prussiano. A opulência deste vestuário manifestava-se na meticulosa escolha dos materiais, onde o linho caseiro era peça fundamental em camisas com golas e mangas, incansavelmente engomadas. Veludos negros e azuis-marinhos ou verdes-escuros serviam de tela para bordados de seda que seguiam a técnica do "linearismo", enquanto dezenas de botões de latão polido garantiam um brilho metálico que sinalizava o prestígio social de quem os vestia. No traje feminino, a característica mais marcante era a arquitetura volumosa das saias, que criava uma silhueta de sino imponente e altiva. O conjunto era emoldurado por uma enorme sobreposição de peças, fitas, laços e tecidos, com detalhes especialmente desenvolvidos, revelando um código de moda complexo e cheio de simbolismos regionais. Já a indumentária masculina priorizava a sobriedade militar e a verticalidade, destacando-se o colete justo adornado por uma densa fileira de botões metálicos que reluziam como ouro. O visual era completado por lenços de seda preta e pela versátil touca de pele com abas funcionais, peças que equilibravam a necessidade de proteção contra o clima rigoroso da Pomerânia com a elegância exigida pela elite camponesa local. Historicamente, o traje de Pyrzyce atingiu seu ápice de sofisticação por volta de 1850, começando a desaparecer com a chegada da moda urbana industrial no final do século XIX. Atualmente, ele permanece como um tesouro etnográfico preservado em museus, instigando o interesse por seus segredos de confecção e convidando o observador a explorar as camadas de história escondidas em cada ponto de seus bordados.
Pyritzer Weizacker tracht
Grupo Folclórico Cultivo do Passado
Lagoa dos Três Cantos/RS
Região de Pyritz Weizacker se localiza na Pomerânia (atual Polônia)
Final do séc. XIX e início do início do séc. XX
Pyritzer Weizacker tracht O traje dos camponeses da região de Pyritz é conhecido em toda a Pomerânia. Quanto mais rico era o camponês, mais esplendoroso era o seu traje e o traje de sua família. Especialmente coloridos eram os trajes das moças: O azul da flor do centeio, O vermelho da Papoula E o Verde das plantas, precisam estar na saia de nossas meninas. Conforme o poema acima diz, a saia das mulheres apresenta as cores vermelho e verde. Elas são curtas e ajudam a manter o riquíssimo traje de Pyritz sempre limpo, pois o vento e a chuva na deserta região de Weizacker espalham o pó e a sujeira. Tanto o lenço, quanto o avental, as meias e as fitas do traje são ricamente bordados com motivos florais, característicos da região. É interessante ressaltar que o bordado é uma das principais características dos trajes pomeranos. Nos domingos, para ir à missa ou em alguma outra festividade, as mulheres de Pyritz usavam seus adornos mais rico e lindos. Na cabeça, elas usavam uma touca de seda azul, bordada na parte de trás e com longas fitas adornando e, para completar a beleza do traje, elas traziam no pescoço um colar de âmbar. Já nos dias da semana e quando freqüentavam o mercado central da cidade (Marktplatz), as mulheres utilizavam um chapéu de palha adornado com fitas de veludo preto e uma capa em azul-marinho por cima dos ombros. Frente a tanta beleza, o traje masculino de Pyritzer Weizacker não fica atrás. O rico camponês usava colete e casaco azul-marinhos, forrados em vermelho e fechado com botões "dourados" e em alemão "Thaler-Knöpfe". Suas calças eram de cor clara e as botas pretas de cano longo. Nos dias que precisava ir até o Marktplatz da cidade, o homem usava um chapéu de feltro preto e de aba larga, adornado com cordões e fitas pretas. Já aos domingos para ir à missa ou a outras festividades, o homem usava na cabeça uma cartola igualmente adornada, além de um par de luvas verdes. E por fim, como traje de casa, o camponês usava uma touca de pele preta, com acabamento em vermelho.
Hayd
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Hayd
As imediações de Hayd, assim como nas regiões mais ao sul da Floresta da Boêmia, o vestuário camponês não apresenta traços particularmente distintivos. Seus elementos constitutivos integram, de modo geral, o conjunto tradicional do traje rural germânico, sem que especificidades locais ou características tribais tenham introduzido alterações substanciais. Aos domingos, o camponês traja um longo casaco azul de tecido, com gola alta. As bordas da jaqueta são guarnecidas com uma fita preta, que forma um motivo ornamental na parte superior das costas, logo abaixo da gola. O colete, por sua vez, é confeccionado em damasco carmesim e apresenta duas fileiras de botões de tonalidade bronzeada. O lenço de pescoço, de tecido colorido, predominantemente vermelho, é disposto sobre a gola rebatida da camisa e amarrado à frente em um laço amplo e destacado. As calças, em couro, possuem costuras ornamentais e variam entre as cores amarela e preta. No bolso direito, encontra-se invariavelmente um estojo de talheres com acabamento prateado, evidenciando um elemento funcional integrado ao traje. O vestuário das pernas compreende meias azuis combinadas com sapatos de amarrar, ou, alternativamente, botas de cano médio a alto, adornadas com tiras de couro pendentes. O chapéu é confeccionado em feltro preto, geralmente com copa baixa e circundado por um cordão de seda preta, cujas extremidades terminam em franjas que pendem sobre a nuca. Frequentemente, é ainda ornamentado com penas negras ou de pavão. No vestuário feminino, destaca-se o uso de um amplo lenço de lã, de formato quadrado, geralmente em tonalidade vermelha, com listras coloridas em lados opostos. A forma de ajustá-lo à cabeça, criando uma cobertura firme, assemelha-se à praticada em Eger; contudo, as extremidades responsáveis pela fixação não são amarradas junto à gola, mas sim sobre a testa. Essas pontas são entrelaçadas entre si, sem cair lateralmente. O lenço de pescoço é de natureza semelhante ao utilizado na cabeça, ainda que em coloração distinta, sendo amarrado sob um corpete rígido de lã carmesim, decorado com galões coloridos e metálicos, e sustentado por alças ornamentais sobre os ombros. As mangas bordadas da camisa são franzidas até a metade do braço e finalizadas com acabamentos trabalhados. O casaco curto (Spencer), confeccionado em tecido ou outro material de lã, é frequentemente preto e adornado com guarnições de seda e pequenos botões de madrepérola. As mangas do Spencer formam pregas salientes acima das axilas, enquanto a parte inferior do dorso termina em uma pequena aba estruturada. O gosto tradicional privilegia saias de cores vivas, ao menos como base cromática, frequentemente entremeadas por listras coloridas; contudo, saias de algodão também são amplamente utilizadas. O corte dessas peças já não se apresenta tão tipicamente camponês, sendo, por vezes, relativamente curto. Os aventais, confeccionados em linho ou algodão, apresentam-se em branco, com padrões listrados ou quadriculados, frequentemente enriquecidos com detalhes coloridos. Com meias brancas ou vermelhas, utilizam-se sapatos de couro recortado ou botas. A ornamentação pessoal consiste em colares de pérolas brancas ou de granadas, enrolados de oito a dez voltas ao redor do pescoço, compondo um elemento marcante do traje feminino.
Dirndl
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Alemanha
Dias atuais
Traje do dia-a-dia, representado especialmente pelas padronagens e cores diferenciadas dos trajes femininos.
Egerland Tracht
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Cheb, Karlovy Vary
O traje feminino redesenhado de Eger (Cheb) foi desenvolvido em meados da década de 1930 sob a direção de Josef Hanika. A blusa ("s'Hemmad"), feita de linho ou algodão branco, tem um corte reto, semelhante ao de uma camisa, com mangas largas. O decote franzido apresenta uma gola alta que, assim como a costura da axila, é decorada com bordados (ponto de cobertor, ponto de corrente, ponto espinha de peixe) em azul e amarelo. Os punhos elaborados das mangas são arrematados com o "Muadl" ou "Gnahwrik", feito de linho branco com bordados intrincados. O corpete ("Leiwl") é feito de um tecido de lã leve, verde ou azul. A saia ("Kiedl") feita de lã vermelha ou uma mistura de tecidos é complementada por um avental ("Fürta") feito de seda preta, meio-seda ou cetim fosco. Por baixo, usa-se roupa íntima ("Untazöihzeich") de algodão branco. Este traje tradicional inclui também um grande pano para o peito com franjas ("Brusttöichl") com estampa de rosas e um lenço para a cabeça ("Kuapftöichl") com a mesma estampa. Um pequeno lenço de renda branca ("Taschentöichl") completa o traje. As meias brancas ("Strümpf") com estampa Batzerl, cauda de pavão ou desenho similar são particularmente marcantes. O traje masculino de Eger também é um estilo que foi revivido em 1936. As calças largas (“Huasn”), feitas de tecido preto, são sustentadas por suspensórios (“Gschirr”) de couro preto.Os suspensórios são adornados com três grandes botões octogonais (botões de calça) de latão dourado.Eles se tornaram a marca registrada do povo de Egerland. O lenço vermelho e branco é usado visivelmente sobre as calças. Uma camisa branca de linho ou algodão (“Hemmad”) com gola alta é usada com as calças, complementada por um lenço preto no pescoço (“Halstöichl”). O casaco (“Goller”) é feito de tecido marrom-ferrugem. O chapéu com a chamada “Holzstoß” (“Flodara”) é um elemento marcante. É feito de feltro preto com fitas de seda. O homem também usa meias brancas (Batzerl) e sapatos ou botas pretas com fivela.
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