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Associação Cultural Gramado - ACG

Tudo sobre as atividades folclóricas alemãs em todo país

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Notícias
15/08/2026
Aniversário dos 40 anos do Grupo Rote Rosen
Neue Heimat
08/06/2026
Abertas as inscrições para três cursos de formação e valorização da cultura alemã em julho
ACG
09/05/2026
Winterfest
Neue Heimat
07/05/2026
Apresentação no Centro de Convivência (Parque Municipal)
Neue Heimat
14/04/2026
Baile 35 Anos do Grupo
Bogenbrücke Volkstanzgruppe
18/03/2026
Intercâmbio Cultural Die Schwalben - Conectando Culturas
ACDS
Próximos
Eventos
21
Jul
2026
Seminário/Workshop
Curso Intensivo de Língua Alemã
Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
01
Ago
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
17⁰ Encontro de Grupos Folclóricos e comemoração dos 35 anos do grupo!
Sociedade Gaúcho da Macega Maratá/RS 19:00 GDFA Vollerschwung
01
Ago
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
2º Bünnerball
Comunidade de Linha Dourado Itapiranga/SC 18:45 Grupo de Danças Bünnemeyer
01
Ago
2026
Festa de Integração
Jantar da Família
Salão paroquial da Igreja da Matriz - Guaraciaba-SC Guaraciaba/SC 19:00 Grupo Folclórico Lichtenschein
15
Ago
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
XII FESTA DA POLENTA
São Miguel do Oeste/SC 18:00 GDIG
22
Ago
2026
Baile de Integração
Baile Folclórico
Salão Comunitário São Carlos/SC 22:00 Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Edelweis
22
Ago
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
21º Biertanzfest
Imigrante - RS Imigrante/RS 18:00 Grupo Folclórico Sonnenlicht
05
Set
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
4º Tanzgruppentreffen
Ginásio Municipal de Esportes Conrado Ernani Bento Canguçu/RS 18:30 GDF Bauernkreis
Exibindo 1-8 de 16 eventos
Membros
Associados
Freude der Schmetterlinge Volkstanzgruppe Aus Seara
Seara/SC
AGAUV
Edelweiss Tiroler Alpenbühne Tanzgruppe
Juiz de Fora/MG
MG
Kinderstadt
Volkstanzgruppe Kinderstadt
LAAOSC
Blumenchtraus
Grupo Cultural Blumenchtraus
Paraíso/SC
LAAOSC
Grupo Bergtal
Lustige Volkstanzgruppe Bergtal
Nova Petrópolis/RS
Associação do Grupo de danças alemãs Glück beim Tanzen Volkstanzgruppe
Portão/RS
RVCAÍ
CCAL
Centro de Cultura Alemã de Lajeado
Lajeado/RS
VTAQUARI
Zu Der Heimath
Grupo de Danças Alemãs Zu Der Heimath
São Carlos/SC
LAAOSC
Volkstanzgruppe Imigrantes
Volkstanzgruppe Imigrantes
Itapiranga/SC
LAAOSC
Blumenberg Volkstanz
Petrópolis/RJ
RJ
Centro Cultural 25 de Julho
Santa Cruz do Sul/RS
VRPARDO
Böhmer
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
RS - SEM REGIONAL
GFCP
Grupo Folclórico Cultivo do Passado
Lagoa dos Três Cantos/RS
RPMAU
ACAFI
Associação de Cultura Alemã e Folclórica de Itapiranga
Itapiranga/SC
LAAOSC
Associação Cultural Ein Prosit
Santa Maria/RS
VRPARDO
Grupo Folclórico Lichtenschein
Guaraciaba/SC
LAAOSC
1–16 de 59
Estrutura
Regionais
RPMAU
ASSOC. REGIONAL DE G.F.A. DO PLANALTO MÉDIO E ALTO URUGUAI
Ibirubá/RS
3
AFG
ASSOCIACAO DOS GRUPOS FOLCLORICOS GERMANICOS DO MEDIO VALE DO ITAJAI
Blumenau/SC
2
AGAUV
ASSOCIAÇÃO GERMÂNICA DO ALTO URUGUAI E VALE DO RIO DO PEIXE
Peritiba/SC
2
MG
ESTADO DE MINAS GERAIS
1
SC - SEM REGIONAL
ESTADO DE SANTA CATARINA
1
SP
ESTADO DE SÃO PAULO
1
ES
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
0
PR
ESTADO DO PARANÁ
0
RJ
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
2
RS - SEM REGIONAL
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Nova Petrópolis/RS
1
LAAOSC
LIGA DAS ASSOCIAÇÕES ALEMÃS DO OESTE DE SANTA CATARINA
Itapiranga/SC
21
3ECKEN
REGIONAL DREI-ECKEN-TANZ
Porto Alegre/RS
4
RVCAÍ
REGIONAL VALE DO CAÍ
São Sebastião do Caí/RS
3
VRPARDO
REGIONAL VALE DO RIO PARDO
Santa Cruz do Sul/RS
5
VTAQUARI
REGIONAL VALE DO TAQUARI
Lajeado/RS
7
Acervo
Trajes
Traje de
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenstrahl
Três Coroas/RS
Traje categoria infanto-juvenil
Traje de Braunschweig
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenstrahl
Três Coroas/RS
Braunschweig, Baixa Saxonia
1870
Traje de Braunschweig, descrição de Albert Kretschmer Ao adentrar o território de Braunschweig, é possível reconhecer logo o sobretudo com forro vermelho e o chapéu de feltro preto em diferentes tamanhos e formatos, dobrado dentro do modelo “weterverteiler” (divisor do tempo), ou chapéu de três pontas, ponta para frente em dias de neblina e chuva para a água não cair dentro do casaco, aba para frente em dias de sol para proteção do rosto, Ambas as peças são características para os trajes dos homens do estado de Niedersachsen. Alguns detalhes do traje variam de acordo com a localidade, a ocasião e o período em que o traje foi usado, porém, a aparência geral é a mesma em toda a região de Braunschweig. Pode variar: o tipo de botão, os detalhes em vermelho nos bolsos e nas costa e a presença ou não de gola. Geralmente, o sobretudo encontrado é na cor branca, mas também é usado em azul-marinho ou preto, compondo assim o antigo traje de Braunschweig. Os garotos vestem um casaco curto e o camponês ainda usa em casa no inverno o sobretudo sobre um casaco curto. É comum encontrar na região dois tipos de coletes: preto com duas fileiras de botão ou vermelho . Completando a parte de cima do traje, o homem veste camisa branca e gravata preta. O chapéu de feltro preto pode ser usado de três formas: com as abas normais, com dois lados dobrados para cima formando uma ponta na parte de trás e adornado com fitas ou com os três lados dobrados para cima e adornado com fitas (antigo traje de Braunschweig). Além do chapéu, pode ser utilizado também uma touca de pele de animal ou uma touca de couro preto (Lederkappe). Nos pés, é usado sapato preto de couro fechado com fitas de couro nos dias de semana e fechado com uma fivela de prata aos domingo. e também botas até o joelho. Tão original quanto o traje masculino é também o traje feminino. Da mesma forma, existem algumas variações em toda a região, porém, é comum encontrar nos trajes de todas as localidades saia vermelha com barra verde, a touca preta com fitas e o adorno no pescoço (Halskrause). As mulheres mais velhas vestem geralmente avental preto. Já as mais jovens e as meninas vestem avental branco, azul ou listrado claro com um laço preso na frente. Em dias de festa, o avental é bordado e com mais acabamentos adornando a peça. Na cabeça, é comum a touca preta com fitas. Mas, fora de casa e para trabalhos no campo, era utilizado um chapéu de palha amarela adornado com fitas azul. Na região de Braunschweig, o traje era apresentado de três diferentes formas, conforme a necessidade de uso: dia-a-dia, dia de festa, domingo. No dia-a-dia, era utilizado o Alltagstracht (traje do dia-a-dia), especialmente para resolver algum serviço no centro do vilarejo (ida ao mercado ou à alguma repartição pública). Esse traje era mais simples, confeccionado com poucos adornos e com tecidos mais baratos. Já o Festtagstracht (traje de festa) era utilizado para as festas de família e em festividades e feriados da igreja. O traje de festa era confeccionado com tecidos mais finos, sendo que algumas peças eram confeccionadas com seda e veludo, além de apresentar muitos bordados e muitas fitas. Por fim, o Sonntagstracht (traje de domingo), era utilizado pelos camponeses para ir à igreja no domingo.
Nordrhein Westfälische Tracht
Grupo de Danças Folclóricas Bauernkreis
Canguçu/RS
Westfalen
Século XIX
O Traje do Norte da Westfália vem das redondezas de Minden, que está ao norte de Westfalen, divisa com Niedersachsen. Reflete a identidade rural e burguesa da área, que durante séculos foi influenciada tanto por tradições germânicas quanto pelo contexto social e econômico da região.
Kreis Pilsen
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Pilsen
Os germânicos que foram convidados pelos duques do Reino da Boêmia para ocupar as regiões montanhosas do território, devido ao seu grande conhecimento com este tipo de terreno, vinham da Bavária. Por conseguinte, embora mantidos traços tradicionais germânicos, as vestimentas sofreram grande influência tcheca, passando a apresentar bordados e cores vibrantes. O traje, pertencente à região de Kreis Pilsen, tem como nome Chotieschauer e é apresentado nas versões inverno e verão. Suas cores e os inúmeros detalhes lhe conferem um visual festivo e alegre. Tradicionalmente o primeiro traje das meninas é dado pela avó materna no dia da confirmação, assim como o menino recebe, na mesma ocasião, o seu primeiro traje da avó paterna. Os habitantes da cidade industrial de Pilsen não utilizavam trajes tradicionais no final do século XIX e no início do século XX. Dessa forma, os arredores urbanos eram habitados apenas por pessoas de língua alemã, o que pode ter contribuído para que a população mantivesse por um tempo relativamente longo seu comportamento tradicional de vestir: os trajes masculinos estiveram presentes até o final do século XIX; já os trajes femininos foram ocasionalmente usados ​​até o momento da expulsão. Depois de 1938 também houveram tentativas de renovar os trajes tradicionais. O pesquisador local Josef Hofmann (1858-1943) verificou elementos típicos de povos eslavos, como as meias vermelhas, apontando a influência tcheca sobre as vestimentas boêmias.
Pyritzer Weizacker Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Pyrzyce (Pyritz), Pomerânia Ocidental, Polônia. (antigos territórios da Pomerânia - Pommern)
Metade do século XIX (cerca de 1850-1860)
Situado na Pomerânia Ocidental, o traje de Pyrzyce é o resultado de um encontro cultural fascinante entre as populações eslavas e os colonos frísios que chegaram no século XVIII. Esta região, conhecida como "Campo do Trigo" (Weizacker), desenvolveu uma identidade visual única baseada na abundância agrícola, fundindo a estrutura rústica das vestes antigas com o luxo barroco e o rigor prussiano. A opulência deste vestuário manifestava-se na meticulosa escolha dos materiais, onde o linho caseiro era peça fundamental em camisas com golas e mangas, incansavelmente engomadas. Veludos negros e azuis-marinhos ou verdes-escuros serviam de tela para bordados de seda que seguiam a técnica do "linearismo", enquanto dezenas de botões de latão polido garantiam um brilho metálico que sinalizava o prestígio social de quem os vestia. No traje feminino, a característica mais marcante era a arquitetura volumosa das saias, que criava uma silhueta de sino imponente e altiva. O conjunto era emoldurado por uma enorme sobreposição de peças, fitas, laços e tecidos, com detalhes especialmente desenvolvidos, revelando um código de moda complexo e cheio de simbolismos regionais. Já a indumentária masculina priorizava a sobriedade militar e a verticalidade, destacando-se o colete justo adornado por uma densa fileira de botões metálicos que reluziam como ouro. O visual era completado por lenços de seda preta e pela versátil touca de pele com abas funcionais, peças que equilibravam a necessidade de proteção contra o clima rigoroso da Pomerânia com a elegância exigida pela elite camponesa local. Historicamente, o traje de Pyrzyce atingiu seu ápice de sofisticação por volta de 1850, começando a desaparecer com a chegada da moda urbana industrial no final do século XIX. Atualmente, ele permanece como um tesouro etnográfico preservado em museus, instigando o interesse por seus segredos de confecção e convidando o observador a explorar as camadas de história escondidas em cada ponto de seus bordados.
Traje do Egerland- Böhmen
Grupo de Danças Folclóricas Origens
Paverama/RS
Desde 1858 os imigrantes que chegaram em nosso Município eram, em sua maior parte, oriundos dos "Estados Alemães": Renanos e Boêmios do Império Austro-Húngaro. A origem da imigração das famílias que colonizaram as localidades de Linha Brasil e Santa Manoela, sobrenomes como Reckziegel, Tischer, Klamt, Jantsch, Schaurich, Keil, Richter entre outros, segundo pesquisa histórica, são oriundos das cidades de Johanesberg, Grenzendorf, Wiesenthal na Boêmia, território onde hoje se localiza a República Tcheca. Seguindo a pesquisa realizada, gostaríamos de homenagear colonizadores boêmios confeccionando um traje histórico da Região de Egerland na Boêmia para as crianças do GDF Origens.
Elztäler Tracht
Grupo de Danças Folclóricas Bauernkreis
Canguçu/RS
Floresta Negra
Século XVIII
O traje utilizado pela categoria Juvenil é o Elztäler Tracht, típico do Vale de Elz (Elztal), localizado na região da Floresta Negra Alta (Schwarzwald), no estado de Baden-Württemberg, Alemanha. É considerado um dos trajes mais elegantes e refinados da região da Floresta Negra, justamente pelos bordados detalhados e pela harmonia de cores fortes (azul, vermelho, preto e dourado). Ele era usado tradicionalmente em festas religiosas, casamentos e celebrações especiais.
Hayd
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Hayd
As imediações de Hayd, assim como nas regiões mais ao sul da Floresta da Boêmia, o vestuário camponês não apresenta traços particularmente distintivos. Seus elementos constitutivos integram, de modo geral, o conjunto tradicional do traje rural germânico, sem que especificidades locais ou características tribais tenham introduzido alterações substanciais. Aos domingos, o camponês traja um longo casaco azul de tecido, com gola alta. As bordas da jaqueta são guarnecidas com uma fita preta, que forma um motivo ornamental na parte superior das costas, logo abaixo da gola. O colete, por sua vez, é confeccionado em damasco carmesim e apresenta duas fileiras de botões de tonalidade bronzeada. O lenço de pescoço, de tecido colorido, predominantemente vermelho, é disposto sobre a gola rebatida da camisa e amarrado à frente em um laço amplo e destacado. As calças, em couro, possuem costuras ornamentais e variam entre as cores amarela e preta. No bolso direito, encontra-se invariavelmente um estojo de talheres com acabamento prateado, evidenciando um elemento funcional integrado ao traje. O vestuário das pernas compreende meias azuis combinadas com sapatos de amarrar, ou, alternativamente, botas de cano médio a alto, adornadas com tiras de couro pendentes. O chapéu é confeccionado em feltro preto, geralmente com copa baixa e circundado por um cordão de seda preta, cujas extremidades terminam em franjas que pendem sobre a nuca. Frequentemente, é ainda ornamentado com penas negras ou de pavão. No vestuário feminino, destaca-se o uso de um amplo lenço de lã, de formato quadrado, geralmente em tonalidade vermelha, com listras coloridas em lados opostos. A forma de ajustá-lo à cabeça, criando uma cobertura firme, assemelha-se à praticada em Eger; contudo, as extremidades responsáveis pela fixação não são amarradas junto à gola, mas sim sobre a testa. Essas pontas são entrelaçadas entre si, sem cair lateralmente. O lenço de pescoço é de natureza semelhante ao utilizado na cabeça, ainda que em coloração distinta, sendo amarrado sob um corpete rígido de lã carmesim, decorado com galões coloridos e metálicos, e sustentado por alças ornamentais sobre os ombros. As mangas bordadas da camisa são franzidas até a metade do braço e finalizadas com acabamentos trabalhados. O casaco curto (Spencer), confeccionado em tecido ou outro material de lã, é frequentemente preto e adornado com guarnições de seda e pequenos botões de madrepérola. As mangas do Spencer formam pregas salientes acima das axilas, enquanto a parte inferior do dorso termina em uma pequena aba estruturada. O gosto tradicional privilegia saias de cores vivas, ao menos como base cromática, frequentemente entremeadas por listras coloridas; contudo, saias de algodão também são amplamente utilizadas. O corte dessas peças já não se apresenta tão tipicamente camponês, sendo, por vezes, relativamente curto. Os aventais, confeccionados em linho ou algodão, apresentam-se em branco, com padrões listrados ou quadriculados, frequentemente enriquecidos com detalhes coloridos. Com meias brancas ou vermelhas, utilizam-se sapatos de couro recortado ou botas. A ornamentação pessoal consiste em colares de pérolas brancas ou de granadas, enrolados de oito a dez voltas ao redor do pescoço, compondo um elemento marcante do traje feminino.
Pyritzer Weizacker tracht
Grupo Folclórico Cultivo do Passado
Lagoa dos Três Cantos/RS
Região de Pyritz Weizacker se localiza na Pomerânia (atual Polônia)
Final do séc. XIX e início do início do séc. XX
Pyritzer Weizacker tracht O traje dos camponeses da região de Pyritz é conhecido em toda a Pomerânia. Quanto mais rico era o camponês, mais esplendoroso era o seu traje e o traje de sua família. Especialmente coloridos eram os trajes das moças: O azul da flor do centeio, O vermelho da Papoula E o Verde das plantas, precisam estar na saia de nossas meninas. Conforme o poema acima diz, a saia das mulheres apresenta as cores vermelho e verde. Elas são curtas e ajudam a manter o riquíssimo traje de Pyritz sempre limpo, pois o vento e a chuva na deserta região de Weizacker espalham o pó e a sujeira. Tanto o lenço, quanto o avental, as meias e as fitas do traje são ricamente bordados com motivos florais, característicos da região. É interessante ressaltar que o bordado é uma das principais características dos trajes pomeranos. Nos domingos, para ir à missa ou em alguma outra festividade, as mulheres de Pyritz usavam seus adornos mais rico e lindos. Na cabeça, elas usavam uma touca de seda azul, bordada na parte de trás e com longas fitas adornando e, para completar a beleza do traje, elas traziam no pescoço um colar de âmbar. Já nos dias da semana e quando freqüentavam o mercado central da cidade (Marktplatz), as mulheres utilizavam um chapéu de palha adornado com fitas de veludo preto e uma capa em azul-marinho por cima dos ombros. Frente a tanta beleza, o traje masculino de Pyritzer Weizacker não fica atrás. O rico camponês usava colete e casaco azul-marinhos, forrados em vermelho e fechado com botões "dourados" e em alemão "Thaler-Knöpfe". Suas calças eram de cor clara e as botas pretas de cano longo. Nos dias que precisava ir até o Marktplatz da cidade, o homem usava um chapéu de feltro preto e de aba larga, adornado com cordões e fitas pretas. Já aos domingos para ir à missa ou a outras festividades, o homem usava na cabeça uma cartola igualmente adornada, além de um par de luvas verdes. E por fim, como traje de casa, o camponês usava uma touca de pele preta, com acabamento em vermelho.
Egerland Tracht
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Cheb, Karlovy Vary
O traje feminino redesenhado de Eger (Cheb) foi desenvolvido em meados da década de 1930 sob a direção de Josef Hanika. A blusa ("s'Hemmad"), feita de linho ou algodão branco, tem um corte reto, semelhante ao de uma camisa, com mangas largas. O decote franzido apresenta uma gola alta que, assim como a costura da axila, é decorada com bordados (ponto de cobertor, ponto de corrente, ponto espinha de peixe) em azul e amarelo. Os punhos elaborados das mangas são arrematados com o "Muadl" ou "Gnahwrik", feito de linho branco com bordados intrincados. O corpete ("Leiwl") é feito de um tecido de lã leve, verde ou azul. A saia ("Kiedl") feita de lã vermelha ou uma mistura de tecidos é complementada por um avental ("Fürta") feito de seda preta, meio-seda ou cetim fosco. Por baixo, usa-se roupa íntima ("Untazöihzeich") de algodão branco. Este traje tradicional inclui também um grande pano para o peito com franjas ("Brusttöichl") com estampa de rosas e um lenço para a cabeça ("Kuapftöichl") com a mesma estampa. Um pequeno lenço de renda branca ("Taschentöichl") completa o traje. As meias brancas ("Strümpf") com estampa Batzerl, cauda de pavão ou desenho similar são particularmente marcantes. O traje masculino de Eger também é um estilo que foi revivido em 1936. As calças largas (“Huasn”), feitas de tecido preto, são sustentadas por suspensórios (“Gschirr”) de couro preto.Os suspensórios são adornados com três grandes botões octogonais (botões de calça) de latão dourado.Eles se tornaram a marca registrada do povo de Egerland. O lenço vermelho e branco é usado visivelmente sobre as calças. Uma camisa branca de linho ou algodão (“Hemmad”) com gola alta é usada com as calças, complementada por um lenço preto no pescoço (“Halstöichl”). O casaco (“Goller”) é feito de tecido marrom-ferrugem. O chapéu com a chamada “Holzstoß” (“Flodara”) é um elemento marcante. É feito de feltro preto com fitas de seda. O homem também usa meias brancas (Batzerl) e sapatos ou botas pretas com fivela.
Traje histórico de Magdeburg
Grupo Folclórico TCD Prost
Itapiranga/SC
Sachsen-Anhalt, Alemanha
Meados dos séculos XVIII e XIX
O traje histórico utilizado pela categoria adulta do grupo, provém da cidade de Magdeburg, capital do estado de Sachsen-Anhalt, no norte da Alemanha. Foi inaugurado no ano de 2016, no aniversário de 70 anos do grupo, com uma tradição diferente dos trajes da nossa região, que eram mais inspirados no do estado de Bayern, e com o intuito de homenagear o fundador do grupo, Günter Prost e sua família, que veio da região norte.
Miesbacher Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Miesbach, Oberbayern, Bayern (Baviera)
Metade do século XX
O traje Miesbacher é o traje mais difundido da Baviera. Ele remete à cidade de Miesbach, localizada a 46km de Munique, berço do movimento de trajes do século XIX. Miesbach é uma cidade localizada na região da Alta Baviera (Oberbayern) no estado da Baviera (Bayern), sul da Alemanha (Deutschland). Emoldurada pela exuberante paisagem dos Alpes entre florestas intocadas e pequenos vales, onde a cultura e as tradições ainda são celebradas e preservadas por seus moradores, como antigamente. Por suas características geográficas surgiram no final do século XIX, nesta região da Alemanha, inúmeras sociedades culturais para preservação de diversas manifestações como os costumes, as tradições, os jogos, os cantos, a música e também o traje que caracterizava e identificava cada localidade. Nas sociedades de trajes e costumes da Alemanha é que começaram a registrarem-se informações sobre os trajes e peculiaridades de cada localidade. O traje originalmente remetia as roupas de trabalho dos lenhadores, ferreiros e caçadores e do dia-a-dia de suas senhoras. Desta maneira, praticamente em cada vila haviam tradições diferenciadas, porém, compartilhando aspectos idênticos como a língua, alguns costumes e também, de certa maneira, os trajes. Pode-se dizer que mesmo com trajes muito similares, de uma vila pra outra, haviam pequenas diferenças, pois antigamente muitas partes do traje eram de confecção própria, sem produtos encontrados no varejo. Diante de tamanha distinção de trajes, devido a diferentes festividades, cidades ou regiões, as sociedades de traje permearam por uma uniformidade do Miesbacher Tracht. Algumas dessas sociedades reuniram-se em associações maiores e, a partir da metade do século XX, unificaram alguns aspectos do traje, culminando na adoção de um traje único para a região da Alta Baviera. O traje definido foi o Miesbacher Tracht, traje da cidade de Miesbach com as características que eram compartilhadas por aquelas associações, as quais refletem-se na seguinte composição: TRAJE MASCULINO Calça de couro preta curta com bordados, suspensório de couro preto, camisa branca, meias de lã cinza e polainas com detalhes verdes na borda, colete verde, chapéu especifico com adorno de uma pluma, gravata tricotada azul e sapato de dança preto; TRAJE FEMININO Saia comprida pregada na cor vinho, anágua e ceroula branca, meias compridas brancas com detalhes de renda, avental branco no mesmo comprimento da saia, corpete preto adornado com correntes ou moedas de prata, camisa branca, casaqueto na mesma cor da saia, lenço branco com pequenos detalhes de renda, cravos vermelhos adornando o busto, chapéu Miesbacher com adorno de pluma e sapato de dança preto. Ainda que, pensado para representar uma região, o Miesbacher Tracht ultrapassou todas as fronteiras possíveis. Caracterizando e identificando não apenas a região da Alta Baviera, mas todo o estado da Baviera. Assim como, internacionalmente, chega a representar a maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique (München) e por analogia, representa a Alemanha como país, para todas as demais nações do globo. O Miesbacher Tracht invoca a identidade alemã em qualquer parte do mundo. Sua importância para a Alemanha fez com que em 2008 fosse definido como traje do ano na Alemanha (Tracht des Jahr) sendo extremamente lembrado e enaltecido em eventos ao longo do ano naquele país. Em 2015, comemorou-se o jubileu de 125 anos da primeira sociedade de trajes e de costumes da Baviera, por isso foi lançado um selo comemorativo homenageando o Traje Miesbacher, contendo as partes que compõem os trajes feminino e masculino. Blumenau, pela origem de seus imigrantes, homenageou a Baviera em seu Brasão. No ano de 1948, publicou lei que determinava as características do Brasão e nele estava representado o leão da Casa de Wittelsbach, símbolo da família que governou a Baviera, principalmente as terras de Niederbayern e Oberbayern, desde o Século XIII ate o Século XIX quando teve fim a monarquia. Por todas estas razões, desde 1994, o Trachtenverein Eintracht optou por este traje em suas apresentações de dança. Sendo um dos principais trajes para execução do Schuhplattler, sapateado alemão, dança que o Trachtenverein Eintracht vem apresentando há mais de 30 anos.
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