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Associação Cultural Gramado

Tudo sobre as atividades folclóricas alemãs em todo país

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Portal ACG Gramado: A Dança Alemã Ganha um Palco Digital
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2026
Seminário/Workshop
Curso de Danças Folclóricas Alemãs Infantojuvenil 2026
Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
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Curso de Danças Folclóricas Alemãs Terceira Idade 2026
Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
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Pousada Vista do Lago Gramado/RS 14:00 ACG
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XVII ENCONTRO INFANTIL DE GRUPOS DE DANÇAS ALEMÃS
Parque Histórico Municipal de Lajeado Lajeado/RS 09:00 CCAL
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10º Supervolkstanztreffen
Centro de Atividades Lothar Kern Portão/RS 09:00 Associação do Grupo de danças alemãs Glück beim Tanzen Volkstanzgruppe
04
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2026
Encontro de Grupos Folclóricos
14ª Edição do Volktanztreffen
Sociedade Cultural Esportiva Centenário Agudo/RS 19:00 GDFA Freundschaft
11
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2026
Encontro de Grupos Folclóricos
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Clube Sorast Tunápolis/SC 18:30 AFAT
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Almoço Festivo da Comunidade Luterana
Igreja Luterana dos Imigrantes Jaraguá do Sul/SC Neue Heimat
Exibindo 1-8 de 19 eventos
Membros
Associados
Freude der Schmetterlinge Volkstanzgruppe Aus Seara
Seara/SC
AGAUV
Blumenberg Volkstanz
Petrópolis/RJ
RJ
Associação do Grupo de danças alemãs Glück beim Tanzen Volkstanzgruppe
Portão/RS
RVCAÍ
Grupo de Danças Alemãs Westfälische Tanzgruppe
Westfalia/RS
VTAQUARI
Centro Cultural Morgenstern
Colinas/RS
VTAQUARI
Liebe und Freude
Grupo Folclórico Liebe und Freude
Mondaí/SC
LAAOSC
Associação Cultural Alemã de Chapecó
Chapecó/SC
LAAOSC
AGDJV
Associação Grupo de Danças Jugend Vorwärts
Saudades/SC
LAAOSC
GFCP
Grupo Folclórico Cultivo do Passado
Lagoa dos Três Cantos/RS
RPMAU
Zu Der Heimath
Grupo de Danças Alemãs Zu Der Heimath
São Carlos/SC
LAAOSC
GDF Bauernkreis
Grupo de Danças Folclóricas Bauernkreis
Canguçu/RS
Schöne Kolonie
Gemeinde Tanzgruppe Schöne Kolonie
Cunha Porã/SC
LAAOSC
GDF Origens
Grupo de Danças Folclóricas Origens
Paverama/RS
VTAQUARI
GDFA Sonnenstrahl
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenstrahl
Três Coroas/RS
3ECKEN
Associação Cultural Ein Prosit
Santa Maria/RS
VRPARDO
Bogenbrücke Volkstanzgruppe
Indaial/SC
AFG
1–16 de 47
Estrutura
Regionais
RPMAU
ASSOC. REGIONAL DE G.F.A. DO PLANALTO MÉDIO E ALTO URUGUAI
Ibirubá/RS
3
AFG
ASSOCIACAO DOS GRUPOS FOLCLORICOS GERMANICOS DO MEDIO VALE DO ITAJAI
Blumenau/SC
2
AGAUV
ASSOCIAÇÃO GERMÂNICA DO ALTO URUGUAI E VALE DO RIO DO PEIXE
Peritiba/SC
1
MG
ESTADO DE MINAS GERAIS
0
SC - SEM REGIONAL
ESTADO DE SANTA CATARINA
1
SP
ESTADO DE SÃO PAULO
0
ES
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
0
PR
ESTADO DO PARANÁ
0
RJ
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
1
RS - SEM REGIONAL
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Nova Petrópolis/RS
1
LAAOSC
LIGA DAS ASSOCIAÇÕES ALEMÃS DO OESTE DE SANTA CATARINA
Itapiranga/SC
14
3ECKEN
REGIONAL DREI-ECKEN-TANZ
Porto Alegre/RS
4
RVCAÍ
REGIONAL VALE DO CAÍ
São Sebastião do Caí/RS
3
VRPARDO
REGIONAL VALE DO RIO PARDO
Santa Cruz do Sul/RS
5
VTAQUARI
REGIONAL VALE DO TAQUARI
Lajeado/RS
6
Acervo
Trajes
Pyritzer Weizacker Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Pyrzyce (Pyritz), Pomerânia Ocidental, Polônia. (antigos territórios da Pomerânia - Pommern)
Metade do século XIX (cerca de 1850-1860)
Situado na Pomerânia Ocidental, o traje de Pyrzyce é o resultado de um encontro cultural fascinante entre as populações eslavas e os colonos frísios que chegaram no século XVIII. Esta região, conhecida como "Campo do Trigo" (Weizacker), desenvolveu uma identidade visual única baseada na abundância agrícola, fundindo a estrutura rústica das vestes antigas com o luxo barroco e o rigor prussiano. A opulência deste vestuário manifestava-se na meticulosa escolha dos materiais, onde o linho caseiro era peça fundamental em camisas com golas e mangas, incansavelmente engomadas. Veludos negros e azuis-marinhos ou verdes-escuros serviam de tela para bordados de seda que seguiam a técnica do "linearismo", enquanto dezenas de botões de latão polido garantiam um brilho metálico que sinalizava o prestígio social de quem os vestia. No traje feminino, a característica mais marcante era a arquitetura volumosa das saias, que criava uma silhueta de sino imponente e altiva. O conjunto era emoldurado por uma enorme sobreposição de peças, fitas, laços e tecidos, com detalhes especialmente desenvolvidos, revelando um código de moda complexo e cheio de simbolismos regionais. Já a indumentária masculina priorizava a sobriedade militar e a verticalidade, destacando-se o colete justo adornado por uma densa fileira de botões metálicos que reluziam como ouro. O visual era completado por lenços de seda preta e pela versátil touca de pele com abas funcionais, peças que equilibravam a necessidade de proteção contra o clima rigoroso da Pomerânia com a elegância exigida pela elite camponesa local. Historicamente, o traje de Pyrzyce atingiu seu ápice de sofisticação por volta de 1850, começando a desaparecer com a chegada da moda urbana industrial no final do século XIX. Atualmente, ele permanece como um tesouro etnográfico preservado em museus, instigando o interesse por seus segredos de confecção e convidando o observador a explorar as camadas de história escondidas em cada ponto de seus bordados.
Kreis Pilsen
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Pilsen
Os germânicos que foram convidados pelos duques do Reino da Boêmia para ocupar as regiões montanhosas do território, devido ao seu grande conhecimento com este tipo de terreno, vinham da Bavária. Por conseguinte, embora mantidos traços tradicionais germânicos, as vestimentas sofreram grande influência tcheca, passando a apresentar bordados e cores vibrantes. O traje, pertencente à região de Kreis Pilsen, tem como nome Chotieschauer e é apresentado nas versões inverno e verão. Suas cores e os inúmeros detalhes lhe conferem um visual festivo e alegre. Tradicionalmente o primeiro traje das meninas é dado pela avó materna no dia da confirmação, assim como o menino recebe, na mesma ocasião, o seu primeiro traje da avó paterna. Os habitantes da cidade industrial de Pilsen não utilizavam trajes tradicionais no final do século XIX e no início do século XX. Dessa forma, os arredores urbanos eram habitados apenas por pessoas de língua alemã, o que pode ter contribuído para que a população mantivesse por um tempo relativamente longo seu comportamento tradicional de vestir: os trajes masculinos estiveram presentes até o final do século XIX; já os trajes femininos foram ocasionalmente usados ​​até o momento da expulsão. Depois de 1938 também houveram tentativas de renovar os trajes tradicionais. O pesquisador local Josef Hofmann (1858-1943) verificou elementos típicos de povos eslavos, como as meias vermelhas, apontando a influência tcheca sobre as vestimentas boêmias.
Elztäler Tracht
Grupo de Danças Folclóricas Bauernkreis
Canguçu/RS
Floresta Negra
Século XVIII
O traje utilizado pela categoria Juvenil é o Elztäler Tracht, típico do Vale de Elz (Elztal), localizado na região da Floresta Negra Alta (Schwarzwald), no estado de Baden-Württemberg, Alemanha. É considerado um dos trajes mais elegantes e refinados da região da Floresta Negra, justamente pelos bordados detalhados e pela harmonia de cores fortes (azul, vermelho, preto e dourado). Ele era usado tradicionalmente em festas religiosas, casamentos e celebrações especiais.
Miesbacher Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Miesbach, Oberbayern, Bayern (Baviera)
Metade do século XX
O traje Miesbacher é o traje mais difundido da Baviera. Ele remete à cidade de Miesbach, localizada a 46km de Munique, berço do movimento de trajes do século XIX. Miesbach é uma cidade localizada na região da Alta Baviera (Oberbayern) no estado da Baviera (Bayern), sul da Alemanha (Deutschland). Emoldurada pela exuberante paisagem dos Alpes entre florestas intocadas e pequenos vales, onde a cultura e as tradições ainda são celebradas e preservadas por seus moradores, como antigamente. Por suas características geográficas surgiram no final do século XIX, nesta região da Alemanha, inúmeras sociedades culturais para preservação de diversas manifestações como os costumes, as tradições, os jogos, os cantos, a música e também o traje que caracterizava e identificava cada localidade. Nas sociedades de trajes e costumes da Alemanha é que começaram a registrarem-se informações sobre os trajes e peculiaridades de cada localidade. O traje originalmente remetia as roupas de trabalho dos lenhadores, ferreiros e caçadores e do dia-a-dia de suas senhoras. Desta maneira, praticamente em cada vila haviam tradições diferenciadas, porém, compartilhando aspectos idênticos como a língua, alguns costumes e também, de certa maneira, os trajes. Pode-se dizer que mesmo com trajes muito similares, de uma vila pra outra, haviam pequenas diferenças, pois antigamente muitas partes do traje eram de confecção própria, sem produtos encontrados no varejo. Diante de tamanha distinção de trajes, devido a diferentes festividades, cidades ou regiões, as sociedades de traje permearam por uma uniformidade do Miesbacher Tracht. Algumas dessas sociedades reuniram-se em associações maiores e, a partir da metade do século XX, unificaram alguns aspectos do traje, culminando na adoção de um traje único para a região da Alta Baviera. O traje definido foi o Miesbacher Tracht, traje da cidade de Miesbach com as características que eram compartilhadas por aquelas associações, as quais refletem-se na seguinte composição: TRAJE MASCULINO Calça de couro preta curta com bordados, suspensório de couro preto, camisa branca, meias de lã cinza e polainas com detalhes verdes na borda, colete verde, chapéu especifico com adorno de uma pluma, gravata tricotada azul e sapato de dança preto; TRAJE FEMININO Saia comprida pregada na cor vinho, anágua e ceroula branca, meias compridas brancas com detalhes de renda, avental branco no mesmo comprimento da saia, corpete preto adornado com correntes ou moedas de prata, camisa branca, casaqueto na mesma cor da saia, lenço branco com pequenos detalhes de renda, cravos vermelhos adornando o busto, chapéu Miesbacher com adorno de pluma e sapato de dança preto. Ainda que, pensado para representar uma região, o Miesbacher Tracht ultrapassou todas as fronteiras possíveis. Caracterizando e identificando não apenas a região da Alta Baviera, mas todo o estado da Baviera. Assim como, internacionalmente, chega a representar a maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique (München) e por analogia, representa a Alemanha como país, para todas as demais nações do globo. O Miesbacher Tracht invoca a identidade alemã em qualquer parte do mundo. Sua importância para a Alemanha fez com que em 2008 fosse definido como traje do ano na Alemanha (Tracht des Jahr) sendo extremamente lembrado e enaltecido em eventos ao longo do ano naquele país. Em 2015, comemorou-se o jubileu de 125 anos da primeira sociedade de trajes e de costumes da Baviera, por isso foi lançado um selo comemorativo homenageando o Traje Miesbacher, contendo as partes que compõem os trajes feminino e masculino. Blumenau, pela origem de seus imigrantes, homenageou a Baviera em seu Brasão. No ano de 1948, publicou lei que determinava as características do Brasão e nele estava representado o leão da Casa de Wittelsbach, símbolo da família que governou a Baviera, principalmente as terras de Niederbayern e Oberbayern, desde o Século XIII ate o Século XIX quando teve fim a monarquia. Por todas estas razões, desde 1994, o Trachtenverein Eintracht optou por este traje em suas apresentações de dança. Sendo um dos principais trajes para execução do Schuhplattler, sapateado alemão, dança que o Trachtenverein Eintracht vem apresentando há mais de 30 anos.
Nordrhein Westfälische Tracht
Grupo de Danças Folclóricas Bauernkreis
Canguçu/RS
Westfalen
Século XIX
O Traje do Norte da Westfália vem das redondezas de Minden, que está ao norte de Westfalen, divisa com Niedersachsen. Reflete a identidade rural e burguesa da área, que durante séculos foi influenciada tanto por tradições germânicas quanto pelo contexto social e econômico da região.
Traje de Betzingen
Associação Cultural Alemã de São João do Oeste - ACASJO
São João do Oeste/SC
Baden-Württemberg/Alemanha
Ano 1850
A Alemanha se compõem de 16 Estados. Um deles é Baden Würtemberg (Suábia). O traje apresentado é da cidade de Betzingen e é datado do ano de 1850. Esta região é de uma beleza paisagística sem par e é conhecida como a mais fértil da Alemanha, cuja capital é a conhecida cidade de Stutgart; a famosa Floresta Negra e o Lago de Constança são seus maiores atrativos e a fazem conhecida pelo mundo. Os Suábios eram tidos como o orgulho do povo alemão, pela sua bravura com a qual defendiam as suas terras na época da guerra, e hoje em dia ao combater as mudanças climáticas, industriais, culturais e na preservação dos seus costumes e tradições. Este traje era usado, tanto no dia a dia em todos os seus afazeres como em dias festivos, trocando-se apenas algumas peças ou acrescentando-se mais algumas. O traje feminino no dia a dia compunha-se de: meias pretas, vestido de corpo vermelho e saia azul, avental escuro. Para os dias festivos, tais como: Kerb, Cultos, festas populares, atos públicos, batizados, casamentos, enterros, etc., trocava-se as meias pretas pelas brancas, amarradas com ligas, o avental escuro pelo branco, acrescentando-se o coller com as fitas verdes e vermelhas, o quepe enfeitado com fitas, o colar de oito voltas e a gargantilha de veludo com um medalhão. O traje masculino substituía o tamanco pelo sapato com fivela, o colete preto pelo vermelho, a calça bege ricamente bordada com um suspensório chamativo, acrescentando-se o casacão branco e eventualmente um chapéu de três pontas, A folha prateada que prende o lenço é um símbolo da fertilidade desta região. Normalmente as meninas recebiam o seu primeiro traje típico da região no dia da sua comunhão ou confirmação pela avó materna. O Grupo Folclórico Liebe Zum Tanz escolheu esse traje pela sua beleza e importância histórica. Alguns dos trajes da região de Baden-Württemberg são encontrados bordados com fios de ouro puro e com suspensórios bordados inteiramente a mão em ponto cruz. O traje em específico tem uma importância tal no país, que em 13 de outubro de 1994 surge como motivo de um selo oficial do Departamento Social do Setor de Trajes Alemães.
Grinzinger Festtracht
Blumenberg Volkstanz
Petrópolis/RJ
Traje do Egerland- Böhmen
Grupo de Danças Folclóricas Origens
Paverama/RS
Desde 1858 os imigrantes que chegaram em nosso Município eram, em sua maior parte, oriundos dos "Estados Alemães": Renanos e Boêmios do Império Austro-Húngaro. A origem da imigração das famílias que colonizaram as localidades de Linha Brasil e Santa Manoela, sobrenomes como Reckziegel, Tischer, Klamt, Jantsch, Schaurich, Keil, Richter entre outros, segundo pesquisa histórica, são oriundos das cidades de Johanesberg, Grenzendorf, Wiesenthal na Boêmia, território onde hoje se localiza a República Tcheca. Seguindo a pesquisa realizada, gostaríamos de homenagear colonizadores boêmios confeccionando um traje histórico da Região de Egerland na Boêmia para as crianças do GDF Origens.
Kreis Pilsen
Associação de Grupos de Danças Folclóricas Alemãs Lustige Harmonietanzgruppe
Harmonia/RS
Pilsen
Eslovaco
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Eslováquia
Traje inspirado nas tradições eslovacas, desenvolvido pelo grupo em resposta à necessidade de ampliação do repertório, não possuindo um referencial histórico preciso, mas preservando características marcantes da cultura eslovaca.
Traje de Braunschweig
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Sonnenstrahl
Três Coroas/RS
Braunschweig, Baixa Saxonia
1870
Traje de Braunschweig, descrição de Albert Kretschmer Ao adentrar o território de Braunschweig, é possível reconhecer logo o sobretudo com forro vermelho e o chapéu de feltro preto em diferentes tamanhos e formatos, dobrado dentro do modelo “weterverteiler” (divisor do tempo), ou chapéu de três pontas, ponta para frente em dias de neblina e chuva para a água não cair dentro do casaco, aba para frente em dias de sol para proteção do rosto, Ambas as peças são características para os trajes dos homens do estado de Niedersachsen. Alguns detalhes do traje variam de acordo com a localidade, a ocasião e o período em que o traje foi usado, porém, a aparência geral é a mesma em toda a região de Braunschweig. Pode variar: o tipo de botão, os detalhes em vermelho nos bolsos e nas costa e a presença ou não de gola. Geralmente, o sobretudo encontrado é na cor branca, mas também é usado em azul-marinho ou preto, compondo assim o antigo traje de Braunschweig. Os garotos vestem um casaco curto e o camponês ainda usa em casa no inverno o sobretudo sobre um casaco curto. É comum encontrar na região dois tipos de coletes: preto com duas fileiras de botão ou vermelho . Completando a parte de cima do traje, o homem veste camisa branca e gravata preta. O chapéu de feltro preto pode ser usado de três formas: com as abas normais, com dois lados dobrados para cima formando uma ponta na parte de trás e adornado com fitas ou com os três lados dobrados para cima e adornado com fitas (antigo traje de Braunschweig). Além do chapéu, pode ser utilizado também uma touca de pele de animal ou uma touca de couro preto (Lederkappe). Nos pés, é usado sapato preto de couro fechado com fitas de couro nos dias de semana e fechado com uma fivela de prata aos domingo. e também botas até o joelho. Tão original quanto o traje masculino é também o traje feminino. Da mesma forma, existem algumas variações em toda a região, porém, é comum encontrar nos trajes de todas as localidades saia vermelha com barra verde, a touca preta com fitas e o adorno no pescoço (Halskrause). As mulheres mais velhas vestem geralmente avental preto. Já as mais jovens e as meninas vestem avental branco, azul ou listrado claro com um laço preso na frente. Em dias de festa, o avental é bordado e com mais acabamentos adornando a peça. Na cabeça, é comum a touca preta com fitas. Mas, fora de casa e para trabalhos no campo, era utilizado um chapéu de palha amarela adornado com fitas azul. Na região de Braunschweig, o traje era apresentado de três diferentes formas, conforme a necessidade de uso: dia-a-dia, dia de festa, domingo. No dia-a-dia, era utilizado o Alltagstracht (traje do dia-a-dia), especialmente para resolver algum serviço no centro do vilarejo (ida ao mercado ou à alguma repartição pública). Esse traje era mais simples, confeccionado com poucos adornos e com tecidos mais baratos. Já o Festtagstracht (traje de festa) era utilizado para as festas de família e em festividades e feriados da igreja. O traje de festa era confeccionado com tecidos mais finos, sendo que algumas peças eram confeccionadas com seda e veludo, além de apresentar muitos bordados e muitas fitas. Por fim, o Sonntagstracht (traje de domingo), era utilizado pelos camponeses para ir à igreja no domingo.
Egerland Tracht
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Cheb, Karlovy Vary
O traje feminino redesenhado de Eger (Cheb) foi desenvolvido em meados da década de 1930 sob a direção de Josef Hanika. A blusa ("s'Hemmad"), feita de linho ou algodão branco, tem um corte reto, semelhante ao de uma camisa, com mangas largas. O decote franzido apresenta uma gola alta que, assim como a costura da axila, é decorada com bordados (ponto de cobertor, ponto de corrente, ponto espinha de peixe) em azul e amarelo. Os punhos elaborados das mangas são arrematados com o "Muadl" ou "Gnahwrik", feito de linho branco com bordados intrincados. O corpete ("Leiwl") é feito de um tecido de lã leve, verde ou azul. A saia ("Kiedl") feita de lã vermelha ou uma mistura de tecidos é complementada por um avental ("Fürta") feito de seda preta, meio-seda ou cetim fosco. Por baixo, usa-se roupa íntima ("Untazöihzeich") de algodão branco. Este traje tradicional inclui também um grande pano para o peito com franjas ("Brusttöichl") com estampa de rosas e um lenço para a cabeça ("Kuapftöichl") com a mesma estampa. Um pequeno lenço de renda branca ("Taschentöichl") completa o traje. As meias brancas ("Strümpf") com estampa Batzerl, cauda de pavão ou desenho similar são particularmente marcantes. O traje masculino de Eger também é um estilo que foi revivido em 1936. As calças largas (“Huasn”), feitas de tecido preto, são sustentadas por suspensórios (“Gschirr”) de couro preto.Os suspensórios são adornados com três grandes botões octogonais (botões de calça) de latão dourado.Eles se tornaram a marca registrada do povo de Egerland. O lenço vermelho e branco é usado visivelmente sobre as calças. Uma camisa branca de linho ou algodão (“Hemmad”) com gola alta é usada com as calças, complementada por um lenço preto no pescoço (“Halstöichl”). O casaco (“Goller”) é feito de tecido marrom-ferrugem. O chapéu com a chamada “Holzstoß” (“Flodara”) é um elemento marcante. É feito de feltro preto com fitas de seda. O homem também usa meias brancas (Batzerl) e sapatos ou botas pretas com fivela.
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