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Associação Cultural Gramado - ACG

Tudo sobre as atividades folclóricas alemãs em todo país

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07/10/2026
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ACG
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14/04/2026
Baile 35 Anos do Grupo
Bogenbrücke Volkstanzgruppe
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17
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2026
Festa de Integração
Lavendeltanz-Encontro de Grupos de Danças Folclóricas Alemãs
Ginásio Municipal Morro Reuter/RS 09:30 Reuterheim Volkstanzgruppe
23
Out
2026
Festa de Integração
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Blumenau/SC Blumenau/SC EINTRACHT
31
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2026
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FESTEJOS
Campo Bom Campo Bom/RS 19:30 Grupo Parafolclórico Katamalejo
07
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Encontro de Grupos Folclóricos
32ª Festa da Tradição
Salão paroquial da Igreja da Matriz - Guaraciaba-SC Guaraciaba/SC 19:00 Grupo Folclórico Lichtenschein
07
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2026
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V ImmerFest
Santa Maria Santa Maria/RS 19:00 Associação Cultural Ein Prosit
14
Nov
2026
Encontro de Grupos Folclóricos
XXIII Aratiba Chopp Fest
Salão Paroquial - Paróquia São Tiago Aratiba/RS 19:00 Volkstanzgruppe Wahre Freundschaft aus Aratiba
21
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20° Encontro de Grupos de Danças Folclóricas
Ginásio Padre Pedro Gregory Bom Princípio/RS 19:00 G.D.F.A Meine Freunde
28
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2026
Encontro de Grupos Folclóricos
II TARDE CULTURAL e ENCONTRO DE GRUPO INFANTO JUVENIS- "ARTE QUE UNE, CULTURA QUE ENCANTA"
PARQUE ALMIRO GRINS Igrejinha/RS 11:00 ACF Wiedergeburt
Exibindo 1-8 de 12 eventos
Membros
Associados
Helder John
Bom Princípio/RS
Grupo de Danças Alemãs Westfälische Tanzgruppe
Westfalia/RS
VTAQUARI
Grupo Parafolclórico Katamalejo
Campo Bom/RS
3ECKEN
Grupo de Danças Schönheit
Grupo de Danças Folclóricas Schönheit
Itapiranga/SC
LAAOSC
Centro Cultural Morgenstern
Colinas/RS
VTAQUARI
Centro Cultural 25 de Julho
Santa Cruz do Sul/RS
VRPARDO
Grupo Folclórico Liebe Zum Tanz
Associação Cultural Alemã de São João do Oeste - ACASJO
São João do Oeste/SC
LAAOSC
Associação de Grupos de Danças Folclóricas Alemãs Lustige Harmonietanzgruppe
Harmonia/RS
RVCAÍ
Kolping - Melhor Idade
Grupo de Danças Folclóricas Melhor Idade Kolping
Itapiranga/SC
LAAOSC
GDFA Französischberg
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Französischberg Tanzgruppe
Barão/RS
RVCAÍ
Glockenthal Volkstanzgruppe
Campo Bom/RS
3ECKEN
Reuterheim Volkstanzgruppe
Morro Reuter/RS
3ECKEN
Grupo Folclórico Heimatland
Cerro Largo/RS
RPMAU
Grupo Folclórico Lichtenschein
Guaraciaba/SC
LAAOSC
Liebe und Freude
Grupo Folclórico Liebe und Freude
Mondaí/SC
LAAOSC
ROTE ROSEN
Grupo de Tradições Germânicas Rote Rosen
Rio do Sul/SC
SC - SEM REGIONAL
1–16 de 68
Estrutura
Regionais
RPMAU
ASSOC. REGIONAL DE G.F.A. DO PLANALTO MÉDIO E ALTO URUGUAI
Ibirubá/RS
4
AFG
ASSOCIACAO DOS GRUPOS FOLCLORICOS GERMANICOS DO MEDIO VALE DO ITAJAI
Blumenau/SC
3
AGAUV
ASSOCIAÇÃO GERMÂNICA DO ALTO URUGUAI E VALE DO RIO DO PEIXE
Peritiba/SC
2
MG
ESTADO DE MINAS GERAIS
1
SC - SEM REGIONAL
ESTADO DE SANTA CATARINA
1
SP
ESTADO DE SÃO PAULO
1
ES
ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
0
PR
ESTADO DO PARANÁ
0
RJ
ESTADO DO RIO DE JANEIRO
2
RS - SEM REGIONAL
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Nova Petrópolis/RS
1
LAAOSC
LIGA DAS ASSOCIAÇÕES ALEMÃS DO OESTE DE SANTA CATARINA
Itapiranga/SC
22
3ECKEN
REGIONAL DREI-ECKEN-TANZ
Porto Alegre/RS
8
RVCAÍ
REGIONAL VALE DO CAÍ
São Sebastião do Caí/RS
4
VRPARDO
REGIONAL VALE DO RIO PARDO
Santa Cruz do Sul/RS
5
VTAQUARI
REGIONAL VALE DO TAQUARI
Lajeado/RS
7
Acervo
Trajes
Kreis Pilsen
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Pilsen
Os germânicos que foram convidados pelos duques do Reino da Boêmia para ocupar as regiões montanhosas do território, devido ao seu grande conhecimento com este tipo de terreno, vinham da Bavária. Por conseguinte, embora mantidos traços tradicionais germânicos, as vestimentas sofreram grande influência tcheca, passando a apresentar bordados e cores vibrantes. O traje, pertencente à região de Kreis Pilsen, tem como nome Chotieschauer e é apresentado nas versões inverno e verão. Suas cores e os inúmeros detalhes lhe conferem um visual festivo e alegre. Tradicionalmente o primeiro traje das meninas é dado pela avó materna no dia da confirmação, assim como o menino recebe, na mesma ocasião, o seu primeiro traje da avó paterna. Os habitantes da cidade industrial de Pilsen não utilizavam trajes tradicionais no final do século XIX e no início do século XX. Dessa forma, os arredores urbanos eram habitados apenas por pessoas de língua alemã, o que pode ter contribuído para que a população mantivesse por um tempo relativamente longo seu comportamento tradicional de vestir: os trajes masculinos estiveram presentes até o final do século XIX; já os trajes femininos foram ocasionalmente usados ​​até o momento da expulsão. Depois de 1938 também houveram tentativas de renovar os trajes tradicionais. O pesquisador local Josef Hofmann (1858-1943) verificou elementos típicos de povos eslavos, como as meias vermelhas, apontando a influência tcheca sobre as vestimentas boêmias.
Miesbacher Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Miesbach, Oberbayern, Bayern (Baviera)
Metade do século XX
O traje Miesbacher é o traje mais difundido da Baviera. Ele remete à cidade de Miesbach, localizada a 46km de Munique, berço do movimento de trajes do século XIX. Miesbach é uma cidade localizada na região da Alta Baviera (Oberbayern) no estado da Baviera (Bayern), sul da Alemanha (Deutschland). Emoldurada pela exuberante paisagem dos Alpes entre florestas intocadas e pequenos vales, onde a cultura e as tradições ainda são celebradas e preservadas por seus moradores, como antigamente. Por suas características geográficas surgiram no final do século XIX, nesta região da Alemanha, inúmeras sociedades culturais para preservação de diversas manifestações como os costumes, as tradições, os jogos, os cantos, a música e também o traje que caracterizava e identificava cada localidade. Nas sociedades de trajes e costumes da Alemanha é que começaram a registrarem-se informações sobre os trajes e peculiaridades de cada localidade. O traje originalmente remetia as roupas de trabalho dos lenhadores, ferreiros e caçadores e do dia-a-dia de suas senhoras. Desta maneira, praticamente em cada vila haviam tradições diferenciadas, porém, compartilhando aspectos idênticos como a língua, alguns costumes e também, de certa maneira, os trajes. Pode-se dizer que mesmo com trajes muito similares, de uma vila pra outra, haviam pequenas diferenças, pois antigamente muitas partes do traje eram de confecção própria, sem produtos encontrados no varejo. Diante de tamanha distinção de trajes, devido a diferentes festividades, cidades ou regiões, as sociedades de traje permearam por uma uniformidade do Miesbacher Tracht. Algumas dessas sociedades reuniram-se em associações maiores e, a partir da metade do século XX, unificaram alguns aspectos do traje, culminando na adoção de um traje único para a região da Alta Baviera. O traje definido foi o Miesbacher Tracht, traje da cidade de Miesbach com as características que eram compartilhadas por aquelas associações, as quais refletem-se na seguinte composição: TRAJE MASCULINO Calça de couro preta curta com bordados, suspensório de couro preto, camisa branca, meias de lã cinza e polainas com detalhes verdes na borda, colete verde, chapéu especifico com adorno de uma pluma, gravata tricotada azul e sapato de dança preto; TRAJE FEMININO Saia comprida pregada na cor vinho, anágua e ceroula branca, meias compridas brancas com detalhes de renda, avental branco no mesmo comprimento da saia, corpete preto adornado com correntes ou moedas de prata, camisa branca, casaqueto na mesma cor da saia, lenço branco com pequenos detalhes de renda, cravos vermelhos adornando o busto, chapéu Miesbacher com adorno de pluma e sapato de dança preto. Ainda que, pensado para representar uma região, o Miesbacher Tracht ultrapassou todas as fronteiras possíveis. Caracterizando e identificando não apenas a região da Alta Baviera, mas todo o estado da Baviera. Assim como, internacionalmente, chega a representar a maior festa da cerveja do mundo, a Oktoberfest de Munique (München) e por analogia, representa a Alemanha como país, para todas as demais nações do globo. O Miesbacher Tracht invoca a identidade alemã em qualquer parte do mundo. Sua importância para a Alemanha fez com que em 2008 fosse definido como traje do ano na Alemanha (Tracht des Jahr) sendo extremamente lembrado e enaltecido em eventos ao longo do ano naquele país. Em 2015, comemorou-se o jubileu de 125 anos da primeira sociedade de trajes e de costumes da Baviera, por isso foi lançado um selo comemorativo homenageando o Traje Miesbacher, contendo as partes que compõem os trajes feminino e masculino. Blumenau, pela origem de seus imigrantes, homenageou a Baviera em seu Brasão. No ano de 1948, publicou lei que determinava as características do Brasão e nele estava representado o leão da Casa de Wittelsbach, símbolo da família que governou a Baviera, principalmente as terras de Niederbayern e Oberbayern, desde o Século XIII ate o Século XIX quando teve fim a monarquia. Por todas estas razões, desde 1994, o Trachtenverein Eintracht optou por este traje em suas apresentações de dança. Sendo um dos principais trajes para execução do Schuhplattler, sapateado alemão, dança que o Trachtenverein Eintracht vem apresentando há mais de 30 anos.
Tyrol Achensee
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Immer Lustig und Durstig
Não-Me-Toque/RS
Tyrol
No ano de 2011, estreou o traje de dança, que é um traje tirolês da região do Tyrol Achensee, uma versão moderna do traje tirolês da região de Zillerthal. O traje foi adquirido com recursos próprios.
Hunsrücker Tracht
Grupo de Danças Alemãs Berg's Tal
Palmitos/SC
Hunsrücker
1800
Kreis Pilsen
Associação de Grupos de Danças Folclóricas Alemãs Lustige Harmonietanzgruppe
Harmonia/RS
Pilsen
Die Hunsrücker Tracht
Grüne Nadeln Volkstanzgruppe
Ituporanga/SC
Século XIX, entre 1800-1900
O traje festivo do camponês do Hunsrück inclui a "saia longa", que às vezes é chamada de "Kures" ou "Kamisol". Por baixo, há um colete vermelho-vinho com uma camisa branca e um lenço de pescoço preto. As calças chegam abaixo dos joelhos e são feitas de linho ou kamuk, ou veludo preto aos domingos. Meias feitas de lã de cor natural e sapatos de couro preto com uma fivela redonda. Também é usado um chapéu redondo de feltro preto. O gorro alto em forma de leque faz parte do traje festivo da mulher.Uma blusa de manga comprida decorada com renda de crochê no decote. O bolso do avental, que é usado em volta dos quadris com um cordão, é particularmente prático. Bordado com vários motivosflorais na frente. Os sapatos de couro preto também têm uma pequena fivela oval. A cor do avental ou do xale pode variar de um lugar para outro, dependendo da idade ou do status da mulher.
Schwenningen – Schwarzwald
Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Freundschaft
Agudo/RS
Floresta Negra
Traje utilizado pela categoria adulta é originário de Schwenningen, atualmente parte da cidade de Villingen-Schwenningen, localizada no estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha. A região integra a área da Schwarzwald (Floresta Negra), extensa região montanhosa conhecida por suas paisagens, tradições e pela diversidade de seus costumes populares. Historicamente, Schwenningen desenvolveu características culturais próprias, relacionadas principalmente à vida rural de seus habitantes. Durante séculos, agricultores e artesãos constituíram parcela importante da população, e suas formas de vestir estavam diretamente relacionadas às atividades cotidianas, às condições climáticas e às diferentes ocasiões sociais. Os registros das vestimentas tradicionais de Schwenningen remontam ao século XVII. Inicialmente, havia uma distinção bastante evidente entre as roupas utilizadas durante o trabalho e aquelas reservadas para domingos, festividades e outras ocasiões especiais. As peças destinadas às celebrações eram confeccionadas com tecidos mais refinados e apresentavam maior quantidade de elementos decorativos. Ao longo dos séculos XVIII e XIX, os trajes passaram por diversas transformações. Novos tecidos, cores, botões, fitas e acessórios foram incorporados às vestimentas, enquanto algumas peças utilizadas anteriormente foram gradativamente substituídas. Foi especialmente no final do século XVIII e durante o século XIX que os trajes masculino e feminino adquiriram muitas das características pelas quais são reconhecidos atualmente. O traje tradicional de Schwenningen está inserido no conjunto dos trajes da Floresta Negra, embora apresente características próprias que o diferenciam das vestimentas utilizadas em outras localidades. A tradição de Schwenningen está particularmente relacionada à região da Baar e à tradição protestante local, fator que também influenciou a formação e a aparência de suas vestimentas. A partir da segunda metade do século XIX, a industrialização e as mudanças nos hábitos da população fizeram com que os trajes tradicionais fossem gradativamente substituídos pelas novas formas de vestir. O traje masculino desapareceu mais rapidamente do cotidiano, enquanto algumas mulheres continuaram utilizando elementos da indumentária tradicional por um período mais prolongado. Apesar dessas transformações, os trajes foram preservados como importantes manifestações da identidade cultural de Schwenningen, representando os costumes, as tradições e o modo de vida das gerações que habitaram a região da Schwarzwald. Traje Feminino O traje feminino tradicional de Schwenningen apresenta características que remontam aos séculos XVII e XVIII e passou por diferentes transformações ao longo do século XIX. Uma das peças centrais da vestimenta é a saia ampla e pregueada. Em períodos mais antigos, as saias apresentavam comprimento mais curto, chegando aproximadamente à altura dos joelhos, mas tornaram-se progressivamente mais longas ao longo do século XIX. Na parte superior, destaca-se o corpete, que poderia apresentar diferentes tonalidades. Registros históricos indicam a utilização de cores como vermelho e azul, enquanto tonalidades mais escuras, especialmente o preto, também ganharam espaço ao longo do tempo. A peça poderia ser ornamentada e fechada por meio de fitas. O avental complementava a composição e também poderia apresentar elementos decorativos. Conforme a ocasião e as condições econômicas da família, fitas e outros ornamentos conferiam maior riqueza à vestimenta. Sobre a região dos ombros e do colo também poderia ser utilizado o Goller, peça encontrada tanto em versões mais escuras, decoradas com bordados, quanto em versões brancas ornamentadas. As meias vermelhas constituem um dos elementos historicamente mais característicos da vestimenta feminina de Schwenningen, proporcionando forte contraste com as demais peças do conjunto. A cobertura da cabeça possuía igualmente grande importância. Entre os diferentes modelos utilizados encontram-se pequenas toucas conhecidas como Käpple, que poderiam ser confeccionadas em diferentes tecidos e cores e ornamentadas com longas fitas. Também existem registros da utilização de lenços e chapéus de palha, variando conforme a época e a ocasião. De maneira geral, o traje feminino de Schwenningen apresenta uma composição relativamente sóbria, característica da tradição protestante da região, sem deixar de incorporar cores, fitas e elementos decorativos que lhe conferem identidade própria. Traje Masculino O traje masculino tradicional de Schwenningen consolidou muitas de suas principais características entre o final do século XVIII e o decorrer do século XIX. Era utilizado especialmente aos domingos e em ocasiões festivas, distinguindo-se das vestimentas destinadas ao trabalho diário. Uma das peças de maior destaque é o longo sobretudo, tradicionalmente confeccionado em tecido azul e caracterizado por uma fileira de botões. A tonalidade azul tornou-se progressivamente predominante e, por volta de 1830, já estava estabelecida como uma das principais características da peça. Sob o sobretudo é utilizado um colete vermelho ou escarlate, ornamentado com botões tradicionalmente confeccionados em prata ou estanho. Registros históricos demonstram que coletes e peitorais vermelhos já estavam presentes entre os agricultores da região durante o século XVIII. As calças eram confeccionadas em couro, possuindo modelagem ajustada às coxas e tornando-se predominantemente pretas ao longo do tempo. O conjunto era complementado por meias brancas, que contrastavam com as tonalidades mais escuras das demais peças. Outro elemento importante é o chapéu, que sofreu diversas modificações ao longo dos séculos. Foram registrados modelos de feltro com abas estreitas e copas altas, posteriormente substituídos por chapéus mais largos ornamentados com fitas. Em períodos posteriores também aparecem modelos semelhantes à cartola, podendo apresentar uma fivela metálica azul-escura na parte frontal. Os botões possuíam não apenas função prática, mas também decorativa, tornando-se elementos importantes na composição das peças masculinas. O traje masculino também preserva elementos relacionados às antigas roupas utilizadas pelos agricultores e artesãos de Schwenningen, demonstrando a forte relação existente entre a indumentária tradicional e o modo de vida rural da população da região.
Pyritzer Weizacker Tracht
Associação Cultural Eintracht
Blumenau/SC
Pyrzyce (Pyritz), Pomerânia Ocidental, Polônia. (antigos territórios da Pomerânia - Pommern)
Metade do século XIX (cerca de 1850-1860)
Situado na Pomerânia Ocidental, o traje de Pyrzyce é o resultado de um encontro cultural fascinante entre as populações eslavas e os colonos frísios que chegaram no século XVIII. Esta região, conhecida como "Campo do Trigo" (Weizacker), desenvolveu uma identidade visual única baseada na abundância agrícola, fundindo a estrutura rústica das vestes antigas com o luxo barroco e o rigor prussiano. A opulência deste vestuário manifestava-se na meticulosa escolha dos materiais, onde o linho caseiro era peça fundamental em camisas com golas e mangas, incansavelmente engomadas. Veludos negros e azuis-marinhos ou verdes-escuros serviam de tela para bordados de seda que seguiam a técnica do "linearismo", enquanto dezenas de botões de latão polido garantiam um brilho metálico que sinalizava o prestígio social de quem os vestia. No traje feminino, a característica mais marcante era a arquitetura volumosa das saias, que criava uma silhueta de sino imponente e altiva. O conjunto era emoldurado por uma enorme sobreposição de peças, fitas, laços e tecidos, com detalhes especialmente desenvolvidos, revelando um código de moda complexo e cheio de simbolismos regionais. Já a indumentária masculina priorizava a sobriedade militar e a verticalidade, destacando-se o colete justo adornado por uma densa fileira de botões metálicos que reluziam como ouro. O visual era completado por lenços de seda preta e pela versátil touca de pele com abas funcionais, peças que equilibravam a necessidade de proteção contra o clima rigoroso da Pomerânia com a elegância exigida pela elite camponesa local. Historicamente, o traje de Pyrzyce atingiu seu ápice de sofisticação por volta de 1850, começando a desaparecer com a chegada da moda urbana industrial no final do século XIX. Atualmente, ele permanece como um tesouro etnográfico preservado em museus, instigando o interesse por seus segredos de confecção e convidando o observador a explorar as camadas de história escondidas em cada ponto de seus bordados.
Traje histórico de Magdeburg
Grupo Folclórico TCD Prost
Itapiranga/SC
Sachsen-Anhalt, Alemanha
Meados dos séculos XVIII e XIX
O traje histórico utilizado pela categoria adulta do grupo, provém da cidade de Magdeburg, capital do estado de Sachsen-Anhalt, no norte da Alemanha. Foi inaugurado no ano de 2016, no aniversário de 70 anos do grupo, com uma tradição diferente dos trajes da nossa região, que eram mais inspirados no do estado de Bayern, e com o intuito de homenagear o fundador do grupo, Günter Prost e sua família, que veio da região norte.
Eslovaco
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Eslováquia
Traje inspirado nas tradições eslovacas, desenvolvido pelo grupo em resposta à necessidade de ampliação do repertório, não possuindo um referencial histórico preciso, mas preservando características marcantes da cultura eslovaca.
Traje Zillerthal- Tirol
Grupo de Danças Folclóricas Origens
Paverama/RS
Tirol
Em 2003 a Categoria Oficial inaugurou o Traje do Zillerthal - Tirol. Situada no coração da Europa, a região alpina do Tirol tem sido no decorrer dos séculos, ponto de contato entre a cultura alemã e a italiana. O Tirol é um estado da Áustria situado no oeste do país, entre a Itália e a Alemanha, com 12.648 Km^2. O território é cortado pelos Alpes com altitudes superiores a 3.000 metros. O passo de Brenner é a principal passagem do Tirol Setentrional para o Tirol Meridional. É banhada pelos rios Inn, Lech, Öt, Izar e Ziller de onde vem o nosso traje. A economia tem como base a criação de gado, a silvicultura, o turismo, a exploração de minas de sal gema-cal, cobre, zinco e chumbo. Um povo orgulhoso da sua terra e cultura o tirolês é vaidoso e se orgulha em ostentar seu traje folclórico. Este traje é um traje festivo, um traje de alta gala. Usado em todos os momentos festivos, como: desfiles, concentrações políticas, Igreja, Kerb, batismos, casamentos, enterros. Enfim, onde há um traje há uma ou mais pessoas, defendendo um interesse, uma cultura, uma História.
Egerland Tracht
Böhmerlandtanzgruppe
Nova Petrópolis/RS
Cheb, Karlovy Vary
O traje feminino redesenhado de Eger (Cheb) foi desenvolvido em meados da década de 1930 sob a direção de Josef Hanika. A blusa ("s'Hemmad"), feita de linho ou algodão branco, tem um corte reto, semelhante ao de uma camisa, com mangas largas. O decote franzido apresenta uma gola alta que, assim como a costura da axila, é decorada com bordados (ponto de cobertor, ponto de corrente, ponto espinha de peixe) em azul e amarelo. Os punhos elaborados das mangas são arrematados com o "Muadl" ou "Gnahwrik", feito de linho branco com bordados intrincados. O corpete ("Leiwl") é feito de um tecido de lã leve, verde ou azul. A saia ("Kiedl") feita de lã vermelha ou uma mistura de tecidos é complementada por um avental ("Fürta") feito de seda preta, meio-seda ou cetim fosco. Por baixo, usa-se roupa íntima ("Untazöihzeich") de algodão branco. Este traje tradicional inclui também um grande pano para o peito com franjas ("Brusttöichl") com estampa de rosas e um lenço para a cabeça ("Kuapftöichl") com a mesma estampa. Um pequeno lenço de renda branca ("Taschentöichl") completa o traje. As meias brancas ("Strümpf") com estampa Batzerl, cauda de pavão ou desenho similar são particularmente marcantes. O traje masculino de Eger também é um estilo que foi revivido em 1936. As calças largas (“Huasn”), feitas de tecido preto, são sustentadas por suspensórios (“Gschirr”) de couro preto.Os suspensórios são adornados com três grandes botões octogonais (botões de calça) de latão dourado.Eles se tornaram a marca registrada do povo de Egerland. O lenço vermelho e branco é usado visivelmente sobre as calças. Uma camisa branca de linho ou algodão (“Hemmad”) com gola alta é usada com as calças, complementada por um lenço preto no pescoço (“Halstöichl”). O casaco (“Goller”) é feito de tecido marrom-ferrugem. O chapéu com a chamada “Holzstoß” (“Flodara”) é um elemento marcante. É feito de feltro preto com fitas de seda. O homem também usa meias brancas (Batzerl) e sapatos ou botas pretas com fivela.
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